Árabes palestinos e racismo de Estado em Israel
Uma genealogia da dominação
Palavras-chave:
Racismo de estado, Israel, Árabes Palestinos, NecropolíticaResumo
Visando compreender os efeitos da dominação colonial em Israel a partir da analítica foucaultiana por meio da mobilização do racismo de Estado, o presente artigo propõe uma investigação sobre a discriminação sistêmica conduzida contra árabes palestinos, vítimas da dominação colonial. Através de um estudo historiográfico sobre a formação do Estado de Israel, serão mobilizadas as noções de biopolítica e necropolítica presentes nos trabalhos de Michael Foucault e Achille Mbembe, respectivamente, buscando compreender as práticas discriminatórias como condições intrínsecas à própria história de formação de Israel, que dentro do ideário Sionista e autodeclarado Estado judeu, prioriza a segurança e o desenvolvimento da vida judaica vis-à-vis à vida árabe palestina. Esse discurso, por sua vez, encontra-se amparado em uma abordagem racista e hierarquizante, na qual a inferiorização dos árabes palestinos, que remonta aos discursos sionistas – principal agente empreendedor do Estado judeu na Palestina -, resulta no nascimento de uma ordem necropolítica, em que árabes palestinos estão expostos à morte no mesmo grau e medida em que são permitidos acesso à vida pelo estado de Israel.