Uma Ferramenta baseada em Grafos para Gestão de Recursos Hídricos no Brasil

Autores

  • Sergio Rosim
  • Antônio Miguel Vieira Monteiro
  • Camilo Daleles Rennó
  • João Ricardo de Freitas Oliveira

Resumo

Os Comitês de Bacias são os órgãos gestores e executores dos recursos hídricos no âmbito das
suas bacias hidrográficas. Cada comitê é composto pelo poder público, especialistas e
representantes da sociedade. Os fluxos locais numa bacia hidrográfica formam o elemento
mais importante para o desenvolvimento de modelos orientados para a gestão de recursos
hídricos. O fluxo é determinado pelas características topográficas da superfície da bacia. A
premissa fundamental é que a topografia do terreno é o principal fator para a determinação
dos fluxos locais. As representações matemáticas e as estruturas computacionais, que
armazenam a topografia do terreno, e o conjunto de funções, que extraem o fluxo da
superfície de uma bacia, têm sido explorados pelos usuários dos Sistemas de Informações
Geográficas (SIG). As estruturas de grades regulares (DEM), redes triangulares irregulares
(TIN), curvas de nível e polígonos irregulares (Diagramas de Voronoi) são diferentes
estruturas computacionais empregadas na partição da topografia do relevo de bacias
hidrográficas. Esta situação implica em dizer que os fluxos locais são inteiramente
dependentes da estrutura de dados usada na representação da topografia do terreno.
Apresenta-se uma nova abordagem para representar e manipular estruturar os fluxos locais.
Esta proposta, que supera a limitação imposta pelo acoplamento entre fluxo local e as
estruturas de representação do terreno, é utilizada como base para a representação unificada
de fluxos locais obtidos a partir de diferentes estruturas de representação do terreno,
desacoplando a representação dos fluxos locais e as funções necessárias à sua manipulação.

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Publicado

2026-03-06