PODEM AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS ACESSAR TECNOLOGIAS? UM ESTUDO DE CASO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE ALGUMAS FERRAMENTAS DE GESTÃO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA, BRASIL.

Autores

  • Daniel Lucio Oliveira de Souza

Resumo

A competitividade das empresas em um novo ambiente de concorrência global
demanda uma intensa capacitação da gestão e, em especial, dos gestores empresariais. O
artigo apresenta resultado de pesquisas de campo realizado pelo autor junto a 176 pequenas
e médias empresas industriais da região metropolitana de Curitiba-PR, buscando avaliar o
conhecimento e o uso de uma série de ferramentas de gestão, respaldadas pelo Programa
Innovation da Comunidade Européia. Estas ferramentas foram adotadas pela Fundación
COTEC para la Innovación Tecnológica, cujo foco é a gestão de tecnologia por empresas
na Europa. A atual literatura gerencial demonstra largamente que a falta de competitividade
está relacionada, entre outras causas, à baixa prática gerencial de ferramentas que
possibilitem às organizações praticá-las adequadamente no gerenciamento de tecnologias
necessárias à atividade fim. É ressaltado neste estudo um novo ambiente competitivo, o
qual demanda capacitação para a criação, nas organizações, do conhecimento para o
enfrentamento das mudanças rápidas dos processos e dos produtos, especialmente relativas
às tecnologias envolvidas. A pesquisa realizada apresenta os percentuais de utilização das
ferramentas de gestão de tecnologia do modelo empregado pelas PME industriais da região,
bem como a necessidade e o interesse de seus gestores pela capacitação para sua utilização,
além da análise realizada a partir dos resultados obtidos. Além disso, os entraves para o
acesso das PME aos centros de pesquisas e universidades públicas são abordados pelo
artigo, resultado deste estudo com tabulações de pesquisas de campo que demonstram uma
série de argumentações e conclusões. Embora com missões diferenciadas das PME, estes
centros geradores de conhecimento tecnológico não têm se integrado, de forma plena, ao
esforço sistêmico do país, em especial na área pesquisada. Razões como: resistências
culturais e ideológicas de parte a parte têm minimizado o retorno econômico da infra
estrutura intelectual da região. Daí, a importância da discussão sobre o acesso deste tipo de
empresa às novas tecnologias e parcerias que as propiciem melhorar sua competitividade.

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Publicado

2026-03-06